quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Tudo o que você precisa saber sobre a alimentação vegetariana
Você provavelmente já ouviu falar sobre alimentação vegetariana, mas, se não é adepto dela, talvez ainda tenha algumas dúvidas sobre o assunto. Você sabe, por exemplo, qual é a diferença entre o vegetariano ovolactovegetariano e o vegetariano estrito? Ou ainda, quais são os principais motivos que levam ao vegetarianismo?
Eric Slywitch, médico (formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí), Mestre em Nutrição (UNIFESP/EPM), especialista em Nutrologia (ABRAN - Associação Brasileira de Nutrologia), especialista em Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE - Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral), pós-graduado em Nutrição Clínica (GANEP - Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral), explica que alimentação vegetariana é aquela que não inclui carne de qualquer tipo. “O vegetariano não come, portanto, carne vermelha e nem branca, assim como os frutos do mar”, diz.
O médico, que é docente do curso de especialização GANEP (Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral), diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) e autor dos livros "Alimentação sem Carne - guia prático", "Virei Vegetariano. E agora?" e "Emagreça sem Dúvida", destaca que existem vegetarianos que usam ovos e laticínios, sendo chamados ovolactovegetarianos. “Os que excluem ovos e laticínios são chamados vegetarianos estritos”, diz.
Principais motivos que levam ao vegetarianismo
De acordo com Eric Slywitch, a questão ética é o motivo mais comum que leva à adoção do vegetarianismo. “Nesse contexto, entende-se que os animais são seres sencientes, pois se preservam da dor, buscam satisfação em suas ações e, por isso, devem ser preservados de qualquer ação que lhes cause dor ou sofrimento. Não há diferença, em termos de senciencia, entre um cão e uma vaca, mas culturalmente não aceitamos comer um cachorro, mas achamos normal comer uma vaca”, explica.
A questão de saúde é outro fato que leva à adoção do vegetarianismo, de acordo com o especialista. “Pois há muitos estudos demonstrando redução de diversas doenças ao adotar uma dieta vegetariana”, diz.
Ainda de acordo com Eric Slywitch, a questão ligada ao meio-ambiente é cada vez mais um fator que leva à adoção do vegetarianismo. “Nesse contexto, vale lembra que a pecuária é a principal atividade humana que leva ao desmatamento de florestas, desertificação de solos e contaminação de mananciais de água. A FAO estima que cerca de 70% da floresta amazônica devastada foi devida à expansão da pecuária. Estamos num momento crítico, pensando nas questões ligadas à falta de água, e a pecuária, por conta das suas sérias consequências ambientais, está diretamente ligada a isso”, destaca.
Muitas pessoas também adotam o vegetarianismo, segundo o médico, por questões espirituais, religiosas, ou mesmo pelo fato de não gostarem do paladar da carne.
Benefícios da alimentação vegetariana
De acordo com Eric Slywitch, quando a dieta vegetariana vem associada ao consumo de alimentos integrais, ocorre redução expressiva da prevalência de doenças cardiovasculares, diabetes, diversos tipos de câncer e da obesidade.
Quem pode adotar à dieta vegetariana?
O médico destaca que qualquer pessoa pode aderir à dieta vegetariana, incluindo gestantes, crianças, idosos e atletas.
“Qualquer dieta, com ou sem carne, tem particularidades e deve ser planejada para que supra as necessidade de cada fase específica da vida”, acrescenta Eric Slywitch.
A alimentação vegetariana pode oferecer algum risco à saúde?
O médico explica que qualquer dieta mal feita pode trazer riscos de carência, seja ela com carne ou sem carne. “Não há riscos aumentados ao adotar a dieta vegetariana, e um fato que mostra isso é a redução de prevalência de todas as doenças crônicas não transmissíveis, quando comparado à dieta com carne”, destaca.
Como deve ser a alimentação de uma pessoa vegetariana?
Eric Slywitch explica que a base da dieta vegetariana é a feita pelo consumo de cereais (de preferência integrais), leguminosas (todos os tipos de feijões, ervilha, lentilha, grão de bico), legumes, verduras e frutas. “Os óleos podem compor a alimentação, assim como as oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas). Há uma infinidade de condimentos naturais que podem ser utilizados também”, finaliza o médico.
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